Desenhar por satisfação é sempre possível - o desabafo de um artista amador


Por Wellington Júnior 

O meu principal passatempo é desenhar. E como qualquer outro entusiasta desse tipo de arte, nunca deixei de lado o meu o caderno de desenho - o tal do sketchbook - e os materiais para criar as imagens que surgem em minha mente.

Mesmo sabendo que os resultados não ficavam tão bons, nunca perdi a oportunidade de fazer os meus rascunhos tortos, com proporções erradas e sem perspectiva

Não há nada de errado em desenhar desse jeito, mas as coisas mudaram quando há pouco mais de dois meses concluí a minha participação em algumas oficinas de desenho e pintura.

Aprender o básico sobre os fundamentos do desenho e a teoria das cores foi uma experiência muito importante para a minha vida. 

Consegui melhorar bastante os meus traços e hoje até me arrisco a dar umas pinceladas sem medo do resultado que vai sair na tela. 

O único problema é que eu acabei me apegando a técnicas e esqueci do prazer que é ilustrar e colorir do jeito que der vontade de fazer. 

Mas isso só aconteceu porque esqueci da regra mais importante para quem gosta de artes visuais: desenhar sem compromisso. Vou explicar!

Rabiscar é a regra

Apesar da importância que esse novo aprendizado tem me proporcionado, acabei deixando de lado um dos hábitos mais importantes que existem: desenhar por prazer.

Eu me refiro ao que falei no início do texto, quando nos arriscamos a fazer nossos rascunhos em um caderno de desenho simples sem qualquer preocupação com técnicas. 

É o tal do desenhar por satisfação.

Não se preocupar tanto em seguir os fundamentos do desenho também faz parte da rotina. 

São aqueles rascunhos que qualquer pessoa gosta de fazer quando está diante de uma folha, um lápis e uma ideia qualquer.

Para quem não está familiarizado com artes visuais, fazer um desenho aleatório parece ter pouca importância. 

Mas não é bem assim que funciona.

Preencher um caderno com o que der vontade de rabiscar é um dos exercícios criativos mais prazerosos que existem. 

É o momento em que o artista, seja o amador ou o profissional, consegue projetar no papel, ou na tela, o que ele realmente gosta de fazer.

De tanto me preocupar com técnicas, teorias e fundamentos, eu já tinha esquecido a importância desse exercício, mas de agora em diante isso muda. 

Sketchbook - um instrumento de liberdade

Decidi que, daqui em diante, irei preencher meu sketchbook com o que vier na minha cabeça. 

Seja com desenhos de grafite, caneta nanquim ou até mesmo pinturas com lápis de cor, giz de cera e também com tintas aquarela, guache e acrílica.

Vou voltar a criar meus desenhos aleatórios com cenas de figuras humanas em performance gestual, paisagens, objetos, criaturas, personagens e tudo o que me der vontade de fazer. 

E eu já comecei!

Já fazia algum tempo que eu não desenhava qualquer coisa que tivesse vontade de inventar, mas hoje eu fiz. 

Criei um rosto qualquer do que parece ser algum tipo de personagem do tema fantasia, colorindo com giz de cera e sem me preocupar muito se o resultado ficou bom ou não.

Chega de tanta regrinha chata - embora importante - que me impede de fazer o que quero. 

Afinal de contas, quem manda na minha criatividade sou eu. Acho até que isso vale para qualquer tipo de arte, hobby ou o que a pessoa gostar de fazer.

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