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Mostrando postagens de maio, 2026

Ponto de ônibus

Saí para trabalhar numa manhã quente e ensolarada de verão. Eram 6h23 e já tinham seis pessoas no ponto de ônibus: um rapaz, quatro mulheres e uma adolescente que acompanhava uma delas - nitidamente mãe e filha. Percebi que todos estavam em pé. Pelo jeito, ninguém se arriscou a sentar no banco que era feito de concreto e, naquela hora e com aquele sol, queimava como brasa.   Notei também a impaciência das pessoas. Caminhavam de um lado para o outro se abanando, olhando relógios, mexendo nos celulares e resmungando por causa da demora do transporte que não chegava, sem contar o calor que parecia aumentar. E foi aí que, de repente, sem ninguém esperar, todos tomaram um baita de um susto.  A mãe que estava no meio daquela muvuca toda puxou a sua filha bruscamente pelo braço para ficar ao seu lado. Foi uma força e velocidade tão absurdas que assustou todos ao redor. Ninguém entendeu nada.  Parece que a jovem tentou se sentar no banco de concreto saído do quinto dos ...